{"id":124323,"date":"2025-10-22T14:41:37","date_gmt":"2025-10-22T14:41:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.mundiplus.com\/?p=124323"},"modified":"2025-10-22T14:45:51","modified_gmt":"2025-10-22T14:45:51","slug":"camino-torres-a-outra-variante-hispano-portuguesa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.mundiplus.com\/pt-pt\/camino-torres-a-rota-hispano-portuguesa-para-santiago\/","title":{"rendered":"Camino Torres: a outra variante hispano-portuguesa"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-118987 size-full\" src=\"https:\/\/www.mundiplus.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Blog-Mundiplus.png\" alt=\"\" width=\"1023\" height=\"539\" srcset=\"https:\/\/www.mundiplus.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Blog-Mundiplus.png 1023w, https:\/\/www.mundiplus.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Blog-Mundiplus-300x158.png 300w, https:\/\/www.mundiplus.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Blog-Mundiplus-768x405.png 768w, https:\/\/www.mundiplus.com\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Blog-Mundiplus-600x316.png 600w\" sizes=\"(max-width: 1023px) 100vw, 1023px\" \/><\/p>\n<p>O <b>Caminho Torres<\/b> \u00e9 uma rota jacobeia pouco percorrida que liga a cidade de <b>Salamanca<\/b> a <b>Santiago de Compostela<\/b> ao longo de cerca de <b>580 km<\/b>, divididos em 23 etapas. Trata-se de um itiner\u00e1rio hist\u00f3rico inspirado na viagem realizada em 1737 por <b>Dom Diego de Torres Villarroel<\/b>, catedr\u00e1tico da Universidade de Salamanca. Ele escolheu peregrinar atravessando Portugal em vez de seguir a movimentada Via da Prata.<\/p>\n<p>Gra\u00e7as ao seu conhecimento do pa\u00eds lusitano (onde esteve exilado), tra\u00e7ou um percurso alternativo combinando crit\u00e9rios pr\u00e1ticos e espirituais: <b>evitava as rotas mais transitadas e ligava locais de grande relev\u00e2ncia hist\u00f3rica em Espanha e Portugal<\/b>.<\/p>\n<p>Quase tr\u00eas s\u00e9culos depois, este percurso foi redescoberto e valorizado para peregrinos que procuram uma experi\u00eancia diferente no Caminho de Santiago. Antes de continuar, informamos que este artigo \u00e9 puramente informativo e que esta rota n\u00e3o \u00e9 trabalhada pela Mundiplus, especialistas em <a href=\"https:\/\/www.mundiplus.com\/pt\/\"><b>viagens organizadas Caminho de Santiago<\/b><\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><b>O que oferece o Caminho Torres?<\/b><\/h2>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-124311 size-full\" src=\"https:\/\/www.mundiplus.com\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Camino-Torres-Ciudad-Rodrigo-Mundiplus.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"576\" srcset=\"https:\/\/www.mundiplus.com\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Camino-Torres-Ciudad-Rodrigo-Mundiplus.jpg 1024w, https:\/\/www.mundiplus.com\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Camino-Torres-Ciudad-Rodrigo-Mundiplus-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.mundiplus.com\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Camino-Torres-Ciudad-Rodrigo-Mundiplus-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.mundiplus.com\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Camino-Torres-Ciudad-Rodrigo-Mundiplus-600x338.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p>O Caminho Torres, tamb\u00e9m conhecido como \u201ca variante hispano-portuguesa\u201d, percorre antigas estradas romanas e trilhos rurais de <b>Espanha<\/b> e <b>Portugal<\/b>. Ao longo do trajeto, atravessam-se paisagens muito variadas: as dehesas salmantinas, as terras da Beira Alta portuguesa, os vales fluviais do Douro, T\u00e1mega, Lima e Minho, at\u00e9 entrar nas verdes rias da Galiza.<\/p>\n<p>O itiner\u00e1rio passa por cidades e vilas carregadas de hist\u00f3ria, algumas declaradas <b>Patrim\u00f3nio Mundial<\/b> pela UNESCO. Entre as paragens de destaque encontram-se:<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><b>Salamanca<\/b>, com a sua famosa Plaza Mayor e catedrais.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><b>Ciudad Rodrigo<\/b>, cidade muralhada de origem medieval.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><b>Guimar\u00e3es<\/b>, em Portugal, com o seu centro hist\u00f3rico medieval.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><b>Braga<\/b>, com o santu\u00e1rio do Bom Jesus do Monte.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><b>Tui<\/b>, com a sua imponente catedral-fortaleza na fronteira galego-portuguesa.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><b>Pontevedra<\/b>, com o seu centro hist\u00f3rico e ambiente mar\u00edtimo.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por fim, ap\u00f3s cerca de tr\u00eas semanas de caminhada, a rota culmina na <b>Catedral de Santiago de Compostela<\/b>, meta de todas as peregrina\u00e7\u00f5es jacobeias.<\/p>\n<p>Uma caracter\u00edstica distintiva \u00e9 a sua <b>riqueza hist\u00f3rico-cultural<\/b>. O percurso aproveita <b>vias ancestrais<\/b> como a <b>Ca\u00f1ada Real de Extremadura<\/b>, a <b>Via Romana XIX<\/b> do Itiner\u00e1rio de Antonino (antiga estrada romana que ligava Braga a Astorga) e at\u00e9 tro\u00e7os do pr\u00f3prio <b>Caminho Portugu\u00eas<\/b>.<\/p>\n<p>De facto, <b>conflui com a rota portuguesa tradicional na Galiza<\/b>: desde Tui at\u00e9 Santiago partilha exatamente as \u00faltimas etapas com o Caminho Portugu\u00eas Central.<\/p>\n<p>Por ser uma rota <b>menos concorrida<\/b> que outras, oferece uma experi\u00eancia de <b>maior tranquilidade, contacto com a natureza e introspe\u00e7\u00e3o<\/b>. No entanto, tamb\u00e9m exige do peregrino mais prepara\u00e7\u00e3o e planeamento: algumas etapas s\u00e3o longas e atravessam zonas isoladas, pelo que \u00e9 aconselh\u00e1vel planear bem os alojamentos dispon\u00edveis, levar \u00e1gua e alimentos suficientes e estar em boa forma f\u00edsica.<\/p>\n<p>A sinaliza\u00e7\u00e3o com setas amarelas existe, embora possa <b>ser escassa em certos tro\u00e7os<\/b>; nos \u00faltimos anos (2020-2021) foram instalados <b>novos marcos e balizas<\/b> em v\u00e1rias partes do percurso, mas recomenda-se o uso de mapas ou tracks GPS para evitar desvios.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><b>Etapas do Caminho Torres<\/b><\/h2>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-124299 size-full\" src=\"https:\/\/www.mundiplus.com\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Camino-Torres-Salamanca-Mundiplus.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"680\" srcset=\"https:\/\/www.mundiplus.com\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Camino-Torres-Salamanca-Mundiplus.jpg 1024w, https:\/\/www.mundiplus.com\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Camino-Torres-Salamanca-Mundiplus-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.mundiplus.com\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Camino-Torres-Salamanca-Mundiplus-768x510.jpg 768w, https:\/\/www.mundiplus.com\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Camino-Torres-Salamanca-Mundiplus-600x398.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p>A seguir, detalham-se as 23 etapas propostas do Caminho Torres, com os seus pontos de in\u00edcio, fim e a dist\u00e2ncia aproximada de cada uma. Este itiner\u00e1rio procura recriar fielmente o trajeto original de Dom Diego de Torres Villarroel,<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><b>Etapa 1: Salamanca \u2013 Robliza de Cojos <\/b>(32,9 km) \u2013 In\u00edcio na Cueva de Salamanca (km 0), junto ao busto de Torres Villarroel. Etapa longa e praticamente sem povoa\u00e7\u00f5es interm\u00e9dias, at\u00e9 \u00e0 pequena aldeia de Robliza de Cojos, que disp\u00f5e de albergue de peregrinos no final da jornada.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><b>Etapa 2: Robliza de Cojos \u2013 San Mu\u00f1oz <\/b>(20,9 km) \u2013 Tro\u00e7o pela comarca do Campo Charro salmantino. O percurso segue pela Ca\u00f1ada Real entre dehesas e pastagens. \u00c9 necess\u00e1rio atravessar ribeiros como o Arganza, o que pode implicar molhar os p\u00e9s em \u00e9pocas de chuva. San Mu\u00f1oz oferece servi\u00e7os b\u00e1sicos para o peregrino.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><b>Etapa 3: San Mu\u00f1oz \u2013 Alba de Yeltes <\/b>(26,6 km) \u2013 Etapa de ambiente muito rural. Atravessa a dehesa e v\u00e1rias margens fluviais (Huebra, Yeltes), alternando estradas de terra e trilhos estreitos entre estevas e azinheiras. Requer precau\u00e7\u00e3o em \u00e9poca de cheias devido aos vados. Alba de Yeltes \u00e9 uma pequena localidade onde termina a etapa.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><b>Etapa 4: Alba de Yeltes \u2013 Ciudad Rodrigo <\/b>(25 km) \u2013 Ap\u00f3s tr\u00eas dias por ambientes naturais, nesta etapa chega-se \u00e0 primeira cidade importante. Caminha-se por tro\u00e7os asfaltados tranquilos (via de Bocacara) e trilhos entre sobreiros. A recompensa \u00e9 <b>Ciudad Rodrigo<\/b>, cidade hist\u00f3rica muralhada onde o peregrino encontra um rico patrim\u00f3nio monumental.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><b>Etapa 5: Ciudad Rodrigo \u2013 Aldea del Obispo <\/b>(30,4 km) \u2013 Deixa-se Ciudad Rodrigo pela ponte medieval sobre o rio \u00c1gueda. Passa-se por Gallegos de Arga\u00f1\u00e1n (igreja de Santiago) e Alameda de Gard\u00f3n antes de chegar a Aldea del Obispo, \u00faltima povoa\u00e7\u00e3o espanhola. Aqui encontra-se o <b>Forte de La Concepci\u00f3n<\/b>, fortaleza do s\u00e9culo XVIII junto \u00e0 fronteira portuguesa.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><b>Etapa 6: Aldea del Obispo \u2013 Pinhel <\/b>(34,1 km) \u2013 Etapa longa que marca a entrada em Portugal. Ap\u00f3s atravessar a fronteira pelo rio Turones\/Tour\u00f5es, passa-se por Vale da Mula e alcan\u00e7a-se Almeida, famosa cidade fortificada portuguesa. A partir daqui, o caminho continua at\u00e9 \u00e0 cidade de Pinhel, coroada pelo seu castelo.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><b>Etapa 7: Pinhel \u2013 Trancoso <\/b>(30,8 km) \u2013 Rota exigente com m\u00faltiplos vales fluviais. Parte de Pinhel descendo at\u00e9 \u00e0 margem do rio P\u00eaga, depois alterna estradas entre vinhas, bosques e aldeias. Cruzam-se rios por antigas pontes (como a de Vale de Mouro) e, finalmente, uma subida conduz a Trancoso, vila medieval muralhada no topo de uma colina.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><b>Etapa 8: Trancoso \u2013 Sernancelhe <\/b>(27,5 km) \u2013 Desde Trancoso desce-se ao vale do rio T\u00e1vora por trilhos que mostram vest\u00edgios de estradas romanas. O percurso segue paralelo ao rio T\u00e1vora, passando por pontes hist\u00f3ricas (Ponte do Abade) e aldeias rurais. Sernancelhe, fim da etapa, \u00e9 conhecida como \u201cterra da castanha\u201d e possui uma igreja rom\u00e2nica do s\u00e9c. XII.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><b>Etapa 9: Sernancelhe \u2013 Moimenta da Beira<\/b> (19,3 km) \u2013 Etapa relativamente curta. O percurso evita a estrada N-226, subindo at\u00e9 ao santu\u00e1rio de Nossa Senhora das Necessidades. Passa por aldeias como Penso e Arcozelo, entre vinhas e casas senhoriais, at\u00e9 Moimenta da Beira.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><b>Etapa 10: Moimenta da Beira \u2013 Lamego <\/b>(30,0 km) \u2013 Etapa exigente, com subidas e descidas cont\u00ednuas pela regi\u00e3o do Douro. Desde Moimenta atravessa-se Beira Valente e sobe-se entre vinhas at\u00e9 Sarzedo. Depois de passar por Granja Nova, desce-se ao vale do rio Varosa para o atravessar pela ponte medieval de <b>Ucanha<\/b> (com a sua torre fortificada cisterciense). Em seguida, o caminho sobe novamente, passando por aldeias hist\u00f3ricas (Gouvi\u00e3es, M\u00f3s) e cruzando o rio Balsem\u00e3o at\u00e9 entrar em <b>Lamego<\/b>, importante cidade com catedral e santu\u00e1rios.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><b>Etapa 11: Lamego \u2013 Mes\u00e3o Frio <\/b>(28,4 km) \u2013 A rota sai de Lamego em dire\u00e7\u00e3o ao vale do Douro. Desce primeiro ao rio Varosa (atravessando-o por uma ponte romana escondida num local chamado \u201cSala do Diabo\u201d) e depois avan\u00e7a com vistas sobre as vinhas do Alto Douro Vinhateiro (Patrim\u00f3nio Mundial). Em Peso da R\u00e9gua atravessa-se o Douro por uma passarela pedonal met\u00e1lica. Por fim, uma forte subida entre vinhas leva a Mes\u00e3o Frio.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><b>Etapa 12: Mes\u00e3o Frio \u2013 Amarante <\/b>(26,8 km) \u2013 Etapa montanhosa que atravessa a Serra do Mar\u00e3o. Inicia-se suavemente junto ao rio Teixeira, mas depois vem uma subida de mais de 800 m de desn\u00edvel at\u00e9 ao Alto de Quintela (880 m). A partir da\u00ed, uma longa descida pela antiga \u201cEstrada Real\u201d conduz \u00e0 cidade de <b>Amarante<\/b>, famosa pela sua ponte de S\u00e3o Gon\u00e7alo.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><b>Etapa 13: Amarante \u2013 Felgueiras <\/b>(21,2 km) \u2013 Tro\u00e7o j\u00e1 no norte de Portugal, mais curto e de perfil moderado. O caminho liga aldeias rurais (Tel\u00f5es, Covelas) e atravessa o concelho de Felgueiras, terra dos vinhos verdes. A etapa termina em Felgueiras ou nas suas proximidades (Lixa), antec\u00e2mara da pr\u00f3xima cidade hist\u00f3rica.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><b>Etapa 14: Felgueiras \u2013 Guimar\u00e3es<\/b> (19,3 km) \u2013 Rota curta at\u00e9 Guimar\u00e3es, cidade conhecida como \u201co ber\u00e7o de Portugal\u201d. O percurso passa junto ao mosteiro de Santa Maria de Pombeiro e atravessa o rio Vizela pela Ponte de Arco, de origem romana, que marca a entrada no concelho de Guimar\u00e3es.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><b>Etapa 15: Guimar\u00e3es \u2013 Braga <\/b>(20,2 km) \u2013 Liga duas importantes cidades medievais portuguesas. Sai-se de Guimar\u00e3es atravessando a ponte medieval de Roldes sobre o rio Selho. Mais adiante, alcan\u00e7a-se Caldas das Taipas, vila termal atravessada pela antiga via romana para Braga (aqui encontra-se o Ara de Trajano, altar romano). Ap\u00f3s atravessar o rio Ave pela Ponte das Taipas, o tro\u00e7o final sobe o Alto de Falperra e desce at\u00e9 Braga, terminando perto da sua c\u00e9lebre catedral.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><b>Etapa 16: Braga \u2013 Ponte de Lima <\/b>(36,1 km) \u2013 A etapa mais longa e exigente. Rapidamente se atravessa o rio C\u00e1vado pela Ponte de Prado. A partir da\u00ed, o percurso coincide em muitos tro\u00e7os com a <b>Via Romana XIX<\/b> e com o <b>Caminho Portugu\u00eas Interior<\/b>, encontrando sinaliza\u00e7\u00f5es de ambos os trilhos. Passa-se por numerosas aldeias (Moure, Go\u00e3es, Queijada, etc.) at\u00e9 chegar a <b>Ponte de Lima<\/b>, a vila mais antiga de Portugal.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><b>Etapa 17: Ponte de Lima \u2013 Rubi\u00e3es <\/b>(22,1 km) \u2013 A partir daqui o tra\u00e7ado coincide com o Caminho Portugu\u00eas Central tradicional. \u00c9 uma etapa conhecida pela subida \u00e0 serra da Labruja, o maior obst\u00e1culo montanhoso entre Ponte de Lima e Santiago. A jornada decorre entre pinhais e eucaliptais, com pequenos n\u00facleos rurais.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><b>Etapa 18: Rubi\u00e3es \u2013 Tui <\/b>(19,3 km) \u2013 \u00daltima etapa em Portugal, que culmina com a travessia da fronteira para Espanha. Passa-se pela cidade fortificada de Valen\u00e7a do Minho, na margem portuguesa, atravessando o seu recinto amuralhado. Depois cruza-se o rio Minho pela Ponte Internacional (ou pela nova ponte pedonal), entrando em Tui, na Galiza.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><b>Etapa 19: Tui \u2013 Redondela <\/b>(30,0 km) \u2013 Primeira jornada completa na Galiza, bastante longa. Seguindo as setas amarelas, atravessa-se o vale do rio Louro, passa-se pela cidade de Porri\u00f1o e sobe-se ligeiramente at\u00e9 Redondela, j\u00e1 na ria de Vigo. \u00c9 uma vila costeira conhecida pelos seus viadutos ferrovi\u00e1rios, onde tamb\u00e9m confluem os peregrinos que v\u00eam pela rota portuguesa da costa.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><b>Etapa 20: Redondela \u2013 Pontevedra <\/b>(15,5 km) \u2013 Etapa curta. Trata-se de um trajeto por trilhos e caminhos rurais que atravessam bosques de pinheiros e eucaliptos. Passa-se por aldeias como Arcade (famosa pela sua ponte medieval de Pontesampaio sobre o rio Verdugo) e continua-se at\u00e9 \u00e0 cidade de <b>Pontevedra<\/b>.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><b>Etapa 21: Pontevedra \u2013 Caldas de Reis <\/b>(21,5 km) \u2013 O percurso atravessa a aldeia de Barro e as suas vinhas, chegando a Caldas de Reis, vila famosa pelas suas \u00e1guas termais. Caldas recebe o seu nome pelas fontes de \u00e1guas quentes que brotam no centro da localidade, um lugar ideal para relaxar os p\u00e9s ap\u00f3s a caminhada.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><b>Etapa 22: Caldas de Reis \u2013 Padr\u00f3n <\/b>(19,5 km) \u2013 Caminha-se pelo vale do rio Ulla, entre hortas e bosques ribeirinhos. Passando pelas aldeias de Valga e Pontecesures, a etapa termina em Padr\u00f3n, localidade crucial na tradi\u00e7\u00e3o jacobeia: segundo a lenda, foi aqui que chegou, numa barca de pedra, o corpo do Ap\u00f3stolo Santiago.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><b>Etapa 23: Padr\u00f3n \u2013 Santiago de Compostela <\/b>(24,3 km) \u2013 \u00daltima etapa. A paisagem combina zonas rurais com o ambiente periurbano de Santiago. Ap\u00f3s sair de Padr\u00f3n, sobe-se o monte A Escravitude (com o seu santu\u00e1rio barroco), depois Milladoiro (miradouro natural de onde se avistam pela primeira vez as torres da catedral) e finalmente entra-se em Santiago de Compostela.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><b>Principais pontos de interesse no Caminho Torres<\/b><\/h2>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-124305 size-full\" src=\"https:\/\/www.mundiplus.com\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Camino-Torres-Guimaraes-Mundiplus.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www.mundiplus.com\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Camino-Torres-Guimaraes-Mundiplus.jpg 1024w, https:\/\/www.mundiplus.com\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Camino-Torres-Guimaraes-Mundiplus-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.mundiplus.com\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Camino-Torres-Guimaraes-Mundiplus-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.mundiplus.com\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Camino-Torres-Guimaraes-Mundiplus-600x400.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><b>Salamanca<\/b>: Plaza Mayor, Catedrais Velha e Nova, Universidade, Ponte Romana e Cueva de Salamanca, ponto simb\u00f3lico de in\u00edcio.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><b>Ciudad Rodrigo \u2013 Forte de La Concepci\u00f3n \u2013 Almeida<\/b>: fortifica\u00e7\u00f5es abaluartadas do s\u00e9culo XVIII que contam a hist\u00f3ria fronteiri\u00e7a luso-espanhola.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><b>Ucanha<\/b> (ponte e torre medieval) <b>e Lamego<\/b>: catedral e Santu\u00e1rio de Nossa Senhora dos Rem\u00e9dios, \u00edcones do vale do Varosa e Douro.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><b>Guimar\u00e3es e Braga<\/b>: centros hist\u00f3ricos, castelo de Guimar\u00e3es e santu\u00e1rio do Bom Jesus do Monte (UNESCO), joias da identidade portuguesa.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><b>Ponte de Lima e Valen\u00e7a\u2013Tui<\/b>: ponte romano-medieval sobre o Lima e catedral-fortaleza de Tui, com recintos amuralhados em ambas as margens do Minho.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><b>O Caminho Torres face a outras rotas do Caminho de Santiago<\/b><\/h2>\n<p>O Caminho de Santiago n\u00e3o \u00e9 uma rota \u00fanica, mas sim uma ampla rede de trilhos hist\u00f3ricos que partem de v\u00e1rios pontos da Europa em dire\u00e7\u00e3o a Compostela. Cada um tem o seu pr\u00f3prio car\u00e1ter, dist\u00e2ncia e grau de popularidade. A seguir, comparamos o Caminho Torres com <b>outras rotas jacobeias principais<\/b>, para compreender as suas particularidades no conjunto:<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><b>Caminho Franc\u00eas<\/b>: \u00e9 o mais famoso e frequentado. Percorre cerca de 780 km desde Saint-Jean-Pied-de-Port (nos Piren\u00e9us franceses) at\u00e9 Santiago, geralmente dividido em cerca de 30-35 etapas. Atravessando o norte de Espanha, passa por cidades como Pamplona, Burgos e Le\u00f3n.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul>\n<li aria-level=\"2\">Em compara\u00e7\u00e3o, o Caminho Torres \u00e9 muito menos concorrido e oferece uma experi\u00eancia mais solit\u00e1ria. No entanto, ambos partilham o mesmo destino final e o mesmo esp\u00edrito peregrino.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><b>Caminho Portugu\u00eas<\/b>: \u00e9 a segunda rota mais percorrida depois do Franc\u00eas. Tradicionalmente parte de Lisboa (cerca de 600 km at\u00e9 Santiago) ou tamb\u00e9m se pode fazer a <a href=\"https:\/\/www.mundiplus.com\/pt\/caminos\/a-pie\/camino-portugues\/camino-de-santiago-desde-oporto\/\"><b>rota desde o Porto at\u00e9 Tui<\/b><\/a>.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul>\n<li aria-level=\"2\">Como j\u00e1 referimos, partilha com o Caminho Portugu\u00eas o seu car\u00e1ter luso-hisp\u00e2nico. De facto, confluem em Tui e seguem juntos at\u00e9 Santiago. Contudo, o Caminho Torres percorre previamente zonas do interior de Portugal que a rota portuguesa central n\u00e3o atravessa (como Pinhel, Trancoso, Lamego, etc.).<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m das duas variantes principais, existe a <a href=\"https:\/\/www.mundiplus.com\/pt\/caminos\/a-pie\/variante-espiritual\/\"><b>Variante Espiritual<\/b><\/a>, entre Pontevedra e Vilanova de Arousa, que acrescenta um percurso de barco pela ria de Arousa at\u00e9 Padr\u00f3n.<\/p>\n<p>Todas estas variantes portuguesas contam com boa sinaliza\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os, fruto da sua crescente popularidade. O Caminho Torres mant\u00e9m-se mais <b>aut\u00eantico e solit\u00e1rio<\/b>, pensado para peregrinos amantes da hist\u00f3ria e da aventura.<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\">Outras rotas de destaque s\u00e3o o <b>Caminho do Norte<\/b> (cerca de 820 km ao longo da costa cant\u00e1brica) e o <b>Caminho Primitivo<\/b> (cerca de 320 km desde Oviedo).<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul>\n<li aria-level=\"2\">Em compara\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m oferecem paisagens espetaculares e menos massificadas que o Franc\u00eas, embora mais frequentadas que o Torres. Em termos de servi\u00e7os e sinaliza\u00e7\u00e3o, est\u00e3o bem equipadas, enquanto o Caminho Torres, sendo mais recente, apresenta tro\u00e7os onde o peregrino precisa de ser mais aut\u00f3nomo.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\">A <b>Via da Prata<\/b> percorre mais de 700 km at\u00e9 Astorga, onde se liga ao Caminho Franc\u00eas, ou continua como Caminho Sanabr\u00e9s at\u00e9 Santiago. Foi a alternativa que Dom Diego de Torres decidiu evitar em 1737, preferindo seguir por Portugal. Atualmente, a Via da Prata \u00e9 uma rota muito longa e pouco frequentada no ver\u00e3o devido ao calor, com um patrim\u00f3nio romano espetacular.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul>\n<li aria-level=\"2\">A sua continua\u00e7\u00e3o, o <a href=\"https:\/\/www.mundiplus.com\/pt\/caminos\/a-pie\/camino-sanabres\/camino-de-santiago-desde-orense\/\"><b>Caminho Sanabr\u00e9s desde Ourense<\/b><\/a>, parte de <b>Granja de Moreruela<\/b> ou de <b>Ourense<\/b> (\u00faltimos ~110 km) at\u00e9 Santiago, evitando passar por Astorga.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>\u00c9 curioso que o Caminho Torres seja quase um h\u00edbrido<\/b>: come\u00e7a em Salamanca (cidade da Via da Prata), mas em vez de seguir para Zamora\u2013Ourense, desvia-se para Portugal, unindo-se mais \u00e0 frente ao <b>Caminho Portugu\u00eas<\/b>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Caminho Torres \u00e9 uma rota jacobeia pouco percorrida que liga a cidade de Salamanca a Santiago de Compostela ao longo de cerca de 580 km, divididos em 23 etapas. 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