O Caminho de Santiago é muito mais do que uma rota de caminhadas. É uma experiência de vida que atravessa cidades, aldeias, paisagens e culturas diferentes. No entanto, há um aspeto logístico que, se não for bem planeado, pode causar incómodos: saber como levar e gerir o dinheiro durante a rota.

Ao longo de centenas de quilómetros, encontrarás desde multibancos e comércios com pagamento contactless até bares onde só aceitam moedas. Saber quando usar dinheiro físico e quando pagar com cartão no Caminho de Santiago é fundamental para evitar surpresas e desfrutar da viagem.

Neste guia vais descobrir:

 

  • Quais despesas deves prever no Caminho.

 

  • Vantagens e desvantagens de cada método de pagamento.

 

  • Disponibilidade real de multibancos conforme a rota que escolheres.

 

  • Conselhos para evitar fraudes e perda de dinheiro.

 

  • Estratégias para peregrinos nacionais e internacionais.

 

Quanto custa um dia no Caminho de Santiago

Antes de decidir como levar o dinheiro, convém conhecer a despesa média diária. Evidentemente, depende do tipo de peregrino: não gasta o mesmo quem dorme em albergues públicos que quem reserva hotéis ou janta em restaurantes.

 

Despesa orientativa por dia:

  • Alojamento:
    • Albergue público: 5-10 €
    • Albergue privado: 10-20 €
    • Hotel ou pensão: 25-60 €

 

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Isto significa que, em vez de enfrentar variações de 10 € a 60 € por noite, podes desfrutar de tarifas concretas, estáveis e adaptadas às tuas necessidades. Desta forma, podes planear as tuas despesas com antecedência e concentrar-te no que realmente importa: viver o Caminho.

Além disso, alguns hotéis tradicionais podem disparar a despesa em época alta. Com a Mundiplus, asseguras opções confortáveis e acessíveis, algumas até com serviços incluídos como pequeno-almoço, lavandaria ou envio de mochilas, sem teres de te preocupar com tarifas inesperadas.

 

  • Comida:
    • Pequeno-almoço simples num bar: 3-5 €
    • Menu do peregrino: 10-15 €
    • Jantar leve comprado no supermercado: 5-7 €

 

  • Outras despesas:
    • Lavandaria: 3-5 €
    • Transporte pontual (táxi ou autocarro): 5-15 €
    • Visitas culturais: 3-10 €

 

Em resumo, um peregrino pode gastar entre 25 e 50 euros por dia, embora alguns viajantes com mais conforto superem os 70 €.

 

Usar dinheiro físico no Caminho de Santiago

Embora os pagamentos digitais estejam a crescer, o dinheiro em numerário continua a ser protagonista em muitas zonas do Caminho.

Isto deve-se ao facto de grande parte do percurso atravessar pequenas aldeias, bares familiares e negócios locais que nem sempre têm terminal de pagamento ou que preferem pagamentos em dinheiro para evitar comissões. Mesmo nas cidades grandes, levar algum dinheiro físico pode salvar-te numa emergência quando o terminal não funciona ou a ligação falha.

Por isso, mesmo que uses cartão, o dinheiro físico é o teu salva-vidas em momentos chave.

 

Vantagens

  • Aceitação universal: desde um café num bar de aldeia até à compra num centro comercial numa cidade grande, esta opção é sempre aceite.

 

  • Rapidez nos pagamentos pequenos: lembra-te que passarás por locais sem terminal ou com ligação fraca.

 

  • Controlo visual da despesa: ver como a carteira diminui ajuda a não gastar mais do que o previsto.

 

Desvantagens

  • Risco de roubo ou perda: uma vez perdido, não há forma de recuperar.

 

  • Dependência dos multibancos: em rotas rurais, podes demorar horas a encontrar um. E também não é solução perfeita levar muito dinheiro em numerário contigo.

 

Dicas para levar dinheiro físico em segurança

  • Divide o dinheiro em três ou quatro esconderijos diferentes: pochete interior, bolso oculto, compartimento da mochila e saco impermeável. Assim, em caso de furto ou perda, não perderás tudo.

 

  • Usa sempre notas pequenas: mais fáceis de usar e menos arriscadas em caso de perda.

 

  • Leva sempre moedas para donativos ou máquinas de venda automática.

 

  • Evita contar dinheiro em público ou mostrar grandes quantias. Pode não acontecer nada, mas nunca é demais não mostrar ao mundo que tens X dinheiro contigo.

 

Usar cartão no Caminho de Santiago

O cartão de débito ou crédito é cada vez mais útil, especialmente em cidades e vilas com turismo habitual.

 

Vantagens

  • Segurança e proteção: podes bloqueá-lo se o perderes. Tu não poderás usá-lo, mas quem o encontrar ou roubar, também não.

 

  • Menos dinheiro em espécie: reduz o risco de roubo.

 

  • Pagamentos contactless: cada vez mais rápidos e seguros.

 

Desvantagens

  • Nem sempre aceite: principalmente em aldeias pequenas ou para pagamentos de baixo valor.

 

  • Comissões inesperadas: tanto em levantamentos como em pagamentos se vieres do estrangeiro.

 

  • Dependência de cobertura: alguns terminais não funcionam sem sinal.

 

Recomendações para pagar com cartão

  • Leva pelo menos dois cartões (por exemplo, um de débito e um de crédito) e guarda-os em locais separados.

 

  • Consulta com o teu banco sobre comissões e limites antes de partir.

 

  • Se fores estrangeiro, considera cartões como Revolut, N26 ou Wise, que oferecem boa taxa de câmbio e baixas comissões.

 

Caixas automáticas e disponibilidade segundo a rota

Planear os levantamentos de dinheiro conforme a rota é essencial, pois nem todas as etapas têm bancos ou caixas automáticas.

 

Caminho Francês

A rota mais popular e com maior infraestrutura. Desde Roncesvalles até Santiago, passarás por cidades como Pamplona, Burgos, León ou Ponferrada, onde os caixas são abundantes. Mesmo em vilas médias há bastantes agências bancárias. Raramente caminharás mais de 15 km sem encontrar pelo menos um caixa.

 

Caminho do Norte

Esta opção, especialmente o troço do Caminho de Santiago desde Santander a Gijón percorre localidades com boa cobertura bancária, como as mencionadas ou Llanes. No entanto, neste caso há troços rurais costeiros menos povoados, onde podes percorrer até 25 km sem encontrar caixas, pelo que convém levar dinheiro para um dia inteiro.

 

Caminho Português pela Costa

Este itinerário combina cidades costeiras com pequenas aldeias piscatórias, o que torna a disponibilidade de caixas muito variável. 

Nas localidades maiores, como Porto ou Vigo, encontrarás bancos e caixas com facilidade, enquanto em aldeias e zonas rurais a infraestrutura é muito mais limitada. Por isso, é recomendável planear os levantamentos e levar dinheiro suficiente para cobrir pelo menos um dia completo.

 

  • No Caminho Português desde o Porto a A Guarda passarás por cidades como Viana do Castelo ou Caminha, onde não terás problema em encontrar caixas. Já em pequenas aldeias piscatórias a oferta bancária pode ser inexistente, pelo que é recomendável levantar dinheiro nas localidades principais.

 

  • Depois, no Caminho desde A Guarda a Santiago, a rota atravessa zonas rurais e troços menos urbanizados. Em alguns pontos podem passar mais de 30 km sem encontrar um caixa, pelo que é aconselhável levar dinheiro para cobrir dois dias. Sobretudo, se o alojamento ou refeições forem pagos em dinheiro.

 

Caminho Português Central

Esta rota, que passa por cidades como Lisboa, Coimbra, Porto, Ponte de Lima, Tui ou Pontevedra, conta com boa disponibilidade de caixas na maioria das etapas. No entanto, há troços intermédios entre pequenas vilas onde não existem agências, especialmente na parte portuguesa mais rural. Convém levantar dinheiro nas cidades principais e levar dinheiro suficiente para um ou dois dias.

 

Caminho Primitivo

Embora em cidades como Lugo ou Oviedo haja vários caixas disponíveis, em aldeias e vilas intermédias a disponibilidade é escassa. Recomenda-se levar dinheiro para pelo menos dois dias.

 

Caminho Inglês

É um percurso mais curto mas que alterna troços urbanos com zonas rurais. Em Ferrol, Pontedeume e Betanzos encontrarás vários caixas, mas em pequenas aldeias intermédias a oferta é muito limitada. Embora normalmente não seja necessário levar grandes quantias, é recomendável ter dinheiro para cobrir pelo menos um dia completo.

 

Caminho de Finisterra e Muxía

Atravessa localidades como Negreira, Olveiroa, Cee ou Finisterra. Nas populações maiores encontrarás caixas, mas em alguns troços intermédios não há serviços bancários. Como muitas casas rurais e pequenos alojamentos ainda preferem pagamento em dinheiro, convém levar dinheiro para dois dias.

 

Caminho Sanabrés

Em cidades como Ourense e Lalín não terás problema em encontrar caixas, mas entre pequenas vilas de montanha a disponibilidade é escassa. Aconselha-se levar dinheiro suficiente para 1-2 dias, especialmente se fizeres etapas longas ou fora de época.

 

Estratégias para combinar dinheiro e cartão

A melhor opção para a maioria dos peregrinos é usar ambos os métodos:

  • Levar sempre um fundo de dinheiro de 30-50 € para imprevistos.

 

  • Usar cartão para pagamentos grandes e planeados (por exemplo, jantares em restaurantes).

 

  • Levantar dinheiro em grandes cidades para evitar comissões.

 

  • Manter um pequeno fundo de emergência num local diferente do habitual.

 

Onde e quando levantar dinheiro

  • Nas grandes cidades: mais opções e comissões menores.

 

  • Nos bancos da tua rede: se o teu banco tem acordos com entidades espanholas, podes levantar gratuitamente.

 

  • Evita caixas independentes (tipo Euronet) em zonas turísticas: costumam ter comissões elevadas.

 

Segurança e prevenção de fraudes

  • Utiliza cintos ocultos ou pochetes para dinheiro e cartões.

 

  • Guarda sempre os teus pertences mais valiosos contigo.

 

  • Nos caixas, cobre o teclado e verifica que não existam dispositivos estranhos. Desconfia de quem te ofereça “ajuda” no caixa.

 

Conselhos para peregrinos internacionais

  • Troca alguma moeda antes de chegar para despesas iniciais.

 

  • Evita pagar na tua moeda: seleciona sempre euros para evitar duplas conversões.

 

  • Considera bancos online sem comissões para levantar em Espanha.

 

  • Guarda uma cópia digital dos teus documentos e cartões.

 

Checklist antes de partir

Dinheiro:

  • Notas pequenas.

 

  • Moedas para máquinas e donativos.

 

Cartões:

  • Dois ou mais, guardados separadamente.

 

  • Número do banco para emergências.

 

Segurança:

  • Cinto oculto ou bolsa antirroubo.

 

  • Cópias digitais dos documentos.

 

A gestão do dinheiro no Caminho de Santiago é um aspeto logístico fundamental. Combinar dinheiro e cartão, planear levantamentos segundo a rota e redobrar as precauções de segurança permitirá desfrutar da experiência com tranquilidade.

Embora tenhamos falado de precauções e medidas de segurança, é importante reforçar que os roubos no Caminho de Santiago são muito pouco frequentes. O ambiente entre peregrinos costuma ser de confiança e companheirismo, e a maioria das rotas é percorrida sem incidentes. Esta informação e estes conselhos são dados de forma geral, como medidas de bom senso que, além disso, podem ser aplicadas perfeitamente no dia a dia.

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