
Se te atrai a ideia de fazer o Caminho de Santiago, mas tens apenas dois dias livres, as rotas de caminhada de fim de semana são uma forma de “experimentar” como se sente uma travessia por etapas. Muitas destas escapadinhas concentram em 48 ou 72 horas a mesma sensação de progresso, paisagens a mudar e vida ao ar livre que se vive nas grandes rotas do caminho de Santiago. No entanto, fazem-no de uma forma muito mais fácil de encaixar na agenda.
A seguir encontrarás uma seleção de itinerários reais de 2 ou 3 dias por algumas das zonas de montanha e costa mais interessantes da península. Estes são pensados para caminhantes que gostam de caminhar vários dias seguidos, que talvez já tenham feito algum trecho do Caminho ou sonham fazê-lo, e que querem continuar a acumular experiências sem ter que esperar pelas férias grandes.
Índice de contenidos
- 1 Porque uma travessia curta também se sente como uma grande aventura
- 2 Como planear uma rota de caminhada de fim de semana sem complicações
- 2.1 Escolher bem o nível: desnível, distância e tipo de terreno
- 2.2 Onde dormir: refúgios, albergues, campings e casas rurais
- 2.3 Como organizar os transportes de início e fim de etapa
- 2.4 Material imprescindível para dois ou três dias a caminhar
- 2.5 Segurança na montanha: previsão meteorológica e alternativas de fuga
- 3 10 rotas de fim de semana para viver uma grande travessia em apenas dois ou três dias
- 3.1 1. Travessia de 3 dias em Ordesa e Monte Perdido (Pirineus Aragoneses)
- 3.2 2. Circular de 2 dias pela Laguna Grande e as Cinco Lagunas (Sierra de Gredos)
- 3.3 3. Ibones de Panticosa em 2–3 dias (Vale de Tena, Pirineus de Huesca)
- 3.4 4. Circ de Colomèrs em fim de semana (Vale de Aran, Pirineus catalães)
- 3.5 5. Poncebos – Vega de Urriellu em 2 dias (Picos da Europa)
- 3.6 6. Rio Borosa e entorno do nascimento do Guadalquivir em 2 dias (Serra de Cazorla)
- 3.7 7. Lagos de Saliencia e entorno de Somiedo em fim de semana (Astúrias)
- 3.8 8. Mini-travessia de 3 dias no vale de Tena desde o Balneário de Panticosa
- 3.9 9. Troços do Camiño dos Faros na Costa da Morte para um fim de semana
- 3.10 10. Trilhos da Ribeira Sacra e os Canyons do Sil em 2–3 dias
- 4 Como escolher a sua rota de fim de semana de acordo com o seu perfil de caminhante
- 5 Dicas finais para aproveitar ao máximo uma rota de 2 ou 3 dias
- 6 Perguntas frequentes sobre rotas de caminhadas de fim de semana
Porque uma travessia curta também se sente como uma grande aventura
Em apenas dois ou três dias, podes encadear etapas, dormir em refúgios ou pequenos alojamentos rurais, carregar apenas o essencial na mochila e sentir que realmente avanças por um território. Essa sensação de “viajar a pé” é muito parecida com a que se experimenta em percursos mais longos: acordas num local, dormes noutro e, entre os dois, a paisagem, o clima e até o sotaque das pessoas podem mudar.
O que diferencia uma rota linear de uma travessia por etapas
Numa rota de ida e volta, costumamos regressar ao ponto de partida pelo mesmo trilho. Numa travessia por etapas, por outro lado, percorres o território de forma linear ou em circuito: dormes em lugares diferentes e todos os dias repetes o esquema de te levantares, caminhar e chegar a outro ponto. É o formato mais parecido ao que viverias num trecho do Caminho de Oporto a Tui, mas aplicado a ambientes de alta montanha ou costa selvagem, condensado num fim de semana.
Como planear uma rota de caminhada de fim de semana sem complicações
Escolher bem o nível: desnível, distância e tipo de terreno
Antes de te decidires, verifica três dados básicos: quilómetros diários, desnível positivo e tipo de trilho. Uma travessia de montanha de 12–15 km com 800–1.000 m de subida diária pode ser mais exigente do que uma etapa plana de 25 km num caminho histórico. Prioriza rotas bem sinalizadas e com trilhos definidos, se não tens muita experiência em terrenos técnicos.
Onde dormir: refúgios, albergues, campings e casas rurais
Em Espanha, encontrarás refúgios de montanha guardados, pequenos hotéis familiares, albergues e casas rurais espalhados pelas principais áreas de caminhada. É aconselhável fazer reservas com antecedência, especialmente no verão e durante os feriados prolongados, da mesma forma que farias ao planear o Caminho de Santiago, onde a disponibilidade também pode ser limitada em datas específicas.
Como organizar os transportes de início e fim de etapa
Nas travessias lineares, o mais prático é deixar o carro no final da rota e usar táxi ou transporte público para chegar ao início, ou o contrário. Em muitas zonas de montanha, há serviços de táxi 4×4 ou transportes que sobem a parques de estacionamento altos ou pontos de acesso a trilhos, como acontece em Ordesa, Gredos ou no Vale de Aran. Informa-te nas páginas oficiais dos parques ou nas oficinas de turismo locais.
Material imprescindível para dois ou três dias a caminhar
Com uma mochila de entre 30 e 40 litros, geralmente é suficiente: botas ou sapatilhas de caminhada, roupa em camadas, forro ou pluma leve, capa de chuva, lanterna frontal, kit de primeiros socorros básico, protetor solar, chapéu, luvas finas se fores para montanha média/alta, água e algo de comida energética. Leva sempre um mapa (em papel ou descarregado offline) e uma power bank para o telemóvel ou GPS.
Segurança na montanha: previsão meteorológica e alternativas de fuga
Consulta a previsão específica para a montanha, não apenas a do vale. Tem bem claro onde podes encurtar etapas ou descer rapidamente caso o tempo piore. Em rotas de alta montanha, uma mudança brusca de meteorologia pode transformar uma travessia simples numa experiência delicada; é conveniente ser flexível e priorizar sempre a segurança.
10 rotas de fim de semana para viver uma grande travessia em apenas dois ou três dias
1. Travessia de 3 dias em Ordesa e Monte Perdido (Pirineus Aragoneses)

O Parque Nacional de Ordesa e Monte Perdido permite encadear em 3 dias uma rota espetacular pelo vale de Ordesa, o refúgio de Góriz e os picos e faixas da zona. As propostas guiadas geralmente incluem:
- Um primeiro dia desde a Pradera de Ordesa até Góriz pela Senda de los Cazadores e a Faja de Pelay (cerca de 13 km e cerca de 950 m de desnível positivo).
- Um segundo dia de ascensão ao Monte Perdido (3.355 m) e regresso ao refúgio (cerca de 7–8 km muito exigentes).
- Um terceiro dia de descida novamente até o vale.
- Porque se encaixa num fim de semana longo. Embora seja uma travessia alpina, comprimida em três jornadas, permite viver a experiência completa de dormir fora de casa, caminhar em altura e encadear etapas como numa grande rota de longa distância. É importante ter experiência prévia em montanha e não subestimar o desnível acumulado.
- Para quem é recomendada. Ideal para caminhantes habituados a rotas de alta montanha e em boa forma física, que já tenham feito rotas de vários dias —como algumas etapas consecutivas do Caminho— e que querem dar um passo mais em terreno mais técnico e com maior desnível.
2. Circular de 2 dias pela Laguna Grande e as Cinco Lagunas (Sierra de Gredos)

No maciço central de Gredos podes realizar uma travessia de dois dias que une a Laguna Grande e o circo das Cinco Lagunas saindo de Navalperal de Tormes e pernoitando no refúgio de Elola. No total, a rota ronda os 30–35 km e cerca de 1.800 m de desnível positivo acumulado, dependendo das variantes.
- Etapas recomendadas. Um plano habitual é subir o primeiro dia de Navalperal até as Cinco Lagunas pela Garganta del Pinar e descer até o refúgio de Elola, junto à Laguna Grande. O segundo dia é o regresso ao ponto de partida descendo pela Garganta de Gredos. A paisagem de circos glaciais, canais e picos como o Almanzor torna esta travessia numa pequena “alta rota” muito concentrada.
- Conselhos práticos. Exige bom sentido de orientação em alta montanha e experiência em terrenos pedregosos. É uma opção interessante para quem já se moveu com confiança em itinerários sinalizados de vários dias e quer experimentar algo mais alpino sem alongar a escapadinha.
3. Ibones de Panticosa em 2–3 dias (Vale de Tena, Pirineus de Huesca)

Do Balneário de Panticosa partem várias rotas que ligam ibones e refúgios como o de Bachimaña ou os lagos de Bramatuero. Um itinerário de fim de semana pode combinar a ascensão aos ibones de Bachimaña (cerca de 13–16 km e cerca de 900–1.000 m de desnível positivo numa jornada típica) com a visita a outros ibones próximos, como os de Bramatuero ou os Ibones Azules.
- Proposta de travessia.
- Dia 1: ascensão desde o Balneário de Panticosa até o refúgio de Bachimaña e aos ibones da zona, com noite no refúgio.
- Dia 2: rota mais longa e exigente ligando outros lagos, ou descida relaxada combinando miradouros e zonas de banho no vale. Também é possível adicionar um terceiro dia, expandindo a travessia para outros vales ao redor.
- Para quem. Perfeita para caminhantes com alguma experiência que querem conhecer a dinâmica de caminhar com mochila e pernoitar em refúgio, em um ambiente de alta montanha granítica muito fotogénico.
4. Circ de Colomèrs em fim de semana (Vale de Aran, Pirineus catalães)

O Circ de Colomèrs, dentro do Parque Nacional de Aigüestortes i Estany de Sant Maurici, é um anfiteatro glaciário salpicado de lagos. Desde o acesso de Banhs de Tredòs sobe-se até ao refúgio de Colomèrs (cerca de 6–7 km de ascensão) e, a partir daí, pode-se completar um circuito que liga vários lagos numa jornada adicional de cerca de 12–13 km.
-
Itinerário de 2 dias
-
- Dia 1: subida até ao refúgio de Colomèrs, passeio pelos lagos próximos e pernoite no refúgio.
-
- Dia 2: circuito dos lagos e regresso ao vale.
É uma excelente introdução às rotas de refúgio em refúgio nos Pirenéus, uma espécie de “Carros de Foc em miniatura”, mas condensada num fim de semana.
5. Poncebos – Vega de Urriellu em 2 dias (Picos da Europa)

A rota que sobe de Poncebos até à Vega de Urriellu é uma clássica dos Picos da Europa. Trata-se de uma subida contínua que ultrapassa cerca de 1.700 m de desnível, dependendo do itinerário escolhido, em pouco menos de 9–11 km até ao refúgio situado ao pé do mítico Picu Urriellu.
- Como organizá-la num fim de semana. Uma opção habitual é subir no primeiro dia de Poncebos até ao refúgio, com calma e madrugando para evitar o calor. Assim, no segundo dia poderá desfrutar do ambiente e descer pelo mesmo caminho ou por alguma variante. A sensação de amanhecer sob uma parede tão imponente é difícil de esquecer.
- Requisitos. É uma rota exigente em desnível e não é recomendada como primeira experiência de travessia, mas é muito gratificante para quem já tem experiência em etapas longas. A logística do refúgio, horários e ritmo diário lembra a organização de uma jornada intensa no Caminho, mas num ambiente muito mais alpino.
6. Rio Borosa e entorno do nascimento do Guadalquivir em 2 dias (Serra de Cazorla)
- Primeira jornada: rio Borosa e Cerrada de Elías. O sendero clássico do rio Borosa percorre uma pista e senda junto ao rio, passa pela Cerrada de Elías —um espetacular troço entre passarelas e paredes estreitas— e continua até à zona de túneis e à lagoa de Valdeazores. Fazendo o percurso completo de ida e volta ultrapassam-se cerca de 20–23 km, com um desnível moderado.
- Segunda jornada: outras rotas suaves em Cazorla. Para um fim de semana, pode-se reservar o sábado para o Borosa e o domingo para um itinerário mais tranquilo nos arredores do nascimento do Guadalquivir ou em outras sendas sinalizadas do parque natural. São rotas mais suaves, ideais para esticar as pernas antes de voltar para casa.
7. Lagos de Saliencia e entorno de Somiedo em fim de semana (Astúrias)

O Parque Natural de Somiedo é um destino de referência para o senderismo na Cordilheira Cantábrica. A Rota dos Lagos de Saliencia parte do Alto de la Farrapona e percorre vários lagos glaciais num itinerário de ida e volta de aproximadamente 14–15 km, com um desnível de cerca de 600–700 m e dificuldade baixa-moderada.
- Proposta de 2 dias.
- Dia 1: rota dos Lagos de Saliencia completa, com várias paragens para desfrutar de miradouros e brañas tradicionais.
-
- Dia 2: outra rota distinta no parque, como o Vale do Lago ou algum circuito mais curto, para completar um fim de semana muito variado.
8. Mini-travessia de 3 dias no vale de Tena desde o Balneário de Panticosa

Além do percurso pelos ibones mais próximos, o vale de Tena permite ligar refúgios e colos numa pequena travessia de 3 dias saindo e regressando ao Balneário de Panticosa. Combinando subidas a colos próximos e visitas a diferentes lagos, pode-se completar uma rota de alta montanha de cerca de 40 km distribuídos por três jornadas, com etapas de 12–15 km e fortes desníveis diários.
É um ambiente perfeito para quem quer praticar vários dias seguidos em altura, dormir em refúgios e acostumar-se a gerir a fadiga e o desnível contínuo. Sem dúvida, algo muito útil caso no futuro pretenda encadear várias etapas de uma rota de longa distância.
9. Troços do Camiño dos Faros na Costa da Morte para um fim de semana

O Camiño dos Faros é uma rota de cerca de 200 km que une Malpica a Fisterra seguindo a costa da Costa da Morte, dividida oficialmente em 8 etapas de cerca de 18–27 km cada uma, aproximadamente.
- Proposta de 2–3 dias. Para um fim de semana, uma opção muito interessante é caminhar a primeira etapa entre Malpica e Niñóns (cerca de 22 km de falésias, praias e o farol de Punta Nariga) e ligar no dia seguinte com parte da segunda ou terceira etapa, ajustando distâncias conforme o seu nível.
A sensação de ir ligando faróis, enseadas e aldeias de pescadores lembra, de certa forma, o que viveria em algumas rotas costeiras até Santiago, como as etapas da variante espiritual. No entanto, aqui o protagonismo absoluto é da costa selvagem da Costa da Morte.
10. Trilhos da Ribeira Sacra e os Canyons do Sil em 2–3 dias

A Ribeira Sacra, entre Lugo e Ourense, combina vinhedos nas encostas, florestas atlânticas e profundos cânions fluviais. A rota das passarelas do rio Mao, sinalizada como PR-G 177, oferece um percurso circular de entre 11 e 16,5 km dependendo da variante, com passarelas de madeira junto ao curso de água e troços que ligam aldeias como San Lourenzo de Barxac
Para completar o fim de semana, pode adicionar mais um dia de trilhos pelos miradouros do Sil, visitando mosteiros e miradouros naturais. A zona é um excelente destino para quem quer combinar natureza, património e boa gastronomia, num formato muito semelhante ao de algumas etapas do caminho de Santiago desde Ourense, mas dedicando o tempo exclusivamente a explorar a Ribeira Sacra.
Como escolher a sua rota de fim de semana de acordo com o seu perfil de caminhante
- Se é a sua primeira travessia de vários dias. Comece por trilhos de dificuldade baixa ou moderada, bem sinalizados e com bom acesso a refúgios ou alojamentos:
- Lagos de Saliencia, passarelas do rio Mao ou uma combinação de trilhos suaves em Cazorla são excelentes opções para começar. Vai permitir-lhe experimentar como é caminhar dois dias seguidos com mochila, sem se expor a grandes desníveis ou terreno técnico.
- Se já tem experiência e procura algo mais exigente. Se já se sente confortável em etapas longas, talvez queira fazer uma travessia pirenaica como Ordesa–Monte Perdido, os ibones de Panticosa ou o Circ de Colomèrs. Lá encontrará etapas mais duras, terreno de alta montanha e a necessidade de gerir melhor a meteorologia e o desnível.
- Se viaja em família ou com pessoas com pouca experiência. Escolha percursos curtos e com desníveis suaves, com possibilidade de encurtar o percurso caso alguém se canse. Lagos de Saliencia, trilhos parciais do rio Borosa ou trechos simples da Ribeira Sacra são opções muito interessantes. Evite itinerários expostos, passagens aéreas ou longas pedras soltas.
Como usar estas escapadas para preparar futuras grandes rotas
Cada fim de semana de travessia é um “treinamento real” para futuras aventuras mais longas. Ajuda-o a experimentar o seu material, ajustar o peso da mochila, conhecer os seus ritmos e entender como o seu corpo responde ao caminhar várias horas seguidas por vários dias. Se mais tarde decidir fazer uma rota longa para Santiago ou qualquer outra grande travessia, chegará com muito mais confiança.
Dicas finais para aproveitar ao máximo uma rota de 2 ou 3 dias
- O que revisar na semana antes de sair
-
- Previsão meteorológica detalhada (especialmente em montanha).
-
- Estado dos trilhos e possíveis restrições em parques nacionais.
-
- Reservas de alojamento confirmadas.
-
- Track descarregado no telemóvel ou GPS, e mapa em papel se possível.
-
- Revisão do material e do kit de primeiros socorros básico.
- Como minimizar o peso da mochila. Pense em camadas e em roupas versáteis: uma camiseta extra, uma camada térmica leve, impermeável, uma muda para dormir e pouco mais. Evite duplicar peças “por precaução” e opte por coisas que secam rapidamente. E lembre-se: cada quilo extra pesa muito mais nas subidas.
- Normas básicas de respeito ao meio ambiente e a outros caminhantes. Não deixe lixo, respeite a flora e a fauna, mantenha silêncio nas zonas mais sensíveis e siga os trilhos marcados para evitar a erosão. Nos refúgios e alojamentos partilhados, tente ser respeitoso com os horários de descanso e o espaço dos outros.
Porque estas escapadas viciam tanto como uma grande rota
Uma travessia de fim de semana permite-lhe desligar-se da rotina, conhecer novas paisagens e viver a experiência de “viajar a pé” sem esperar pelas férias. Muitos caminhantes que descobrem este formato acabam por integrá-lo no seu ano como uma data fixa: um par de dias intensos que sabem a grande aventura e que, além disso, preparam o corpo e a mente para futuras rotas mais longas.
Perguntas frequentes sobre rotas de caminhadas de fim de semana
Que nível físico preciso para uma travessia de dois dias?
Depende da rota, mas em geral deve sentir-se confortável caminhando entre 5 e 7 horas por dia, com paragens, e enfrentando algum desnível. Antes de se lançar numa travessia intensa, experimente primeiro com excursões de um dia com distâncias e dificuldades semelhantes.
É uma boa ideia fazer estas rotas em solitário?
Muitas pessoas fazem caminhadas em solitário, mas é importante avaliar a sua experiência e o tipo de rota. Em alta montanha ou em zonas muito isoladas, é mais recomendável ir acompanhado ou juntar-se a grupos organizados. Se for sozinho, informe sempre alguém sobre o seu itinerário e a hora aproximada de regresso.
Quais os meses mais recomendados?
Na montanha, o final da primavera, o verão e o início do outono são geralmente as melhores épocas, evitando a neve e o gelo, salvo se tiver experiência específica. Em rotas de costa e zonas baixas, quase todo o ano é adequado, embora no pleno verão seja aconselhável evitar as horas centrais do dia.





